FAQ

O METRÔ

O que é a Linha 4 do Metrô?

Resposta: A Linha 4 do Metrô vai ligar a Barra da Tijuca a Ipanema, passando por seis estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; Gávea; São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra. A nova Linha vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas mais de 2 mil carros por hora/pico no eixo Barra – Zona Sul. Assim como acontece com as Linhas 1 e 2, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Todo o projeto da Linha 4 do Metrô, incluindo a localização de cada estação, foi definido a partir de estudos técnicos que levaram em conta critérios de engenharia, segurança, comodidade para os usuários e sustentabilidade.

Por que o Metrô é importante para o Rio?

Resposta: O Metrô subterrâneo é o melhor sistema de transporte urbano existente. Ele é o modal de maior capacidade de transporte de passageiros, melhora o trânsito e traz efeitos benéficos ao meio ambiente, retirando das ruas carros e ônibus. A população do Rio de Janeiro será beneficiada pela obra, que vai interligar e integrar bairros e regiões da cidade com rapidez, comodidade e segurança.

 

O PROJETO

Qual é o custo do empreendimento?

Resposta: O custo do empreendimento, que inclui as obras civis de 16 km de túneis, seis estações, zonas de manobra e estacionamento de composições, a implantação de sistemas operacionais e a aquisição do material rodante (trens) é de R$ 9,7 bilhões, sendo R$ 8,5 bilhões de recursos públicos e o restante da Concessionária Rio Barra, responsável pela implantação da Linha 4 do Metrô.

Quantas pessoas deixarão de usar o carro para ir de metrô?

Resposta: A Fundação Getúlio Vargas fez um estudo que mostra que para o sistema metroviário como um todo (incluindo as linhas 1 e 2), haveria uma redução de aproximadamente 40% nas viagens de automóveis na região atendida pela Linha 4. Estes usuários representariam cerca de 28% da demanda total da Linha 4. Para os ônibus a redução seria de cerca de 48%, contribuindo com 72% da demanda total desta linha. Os estudos indicam ainda que apenas no eixo Barra- Zona Sul, a redução seria de 2 mil veículos/hora, nas horas de pico.

Uma pesquisa IBOPE (realizada em julho de 2012) também indica alto índice de intenção de uso da Linha 4 pela população residente nos bairros atendidos. Quando questionados, 81% dos entrevistados informaram que certamente/provavelmente usarão o novo modal.

Por que a opção por esse traçado?

Resposta: Em todo o lugar do mundo, o metrô é construído prioritariamente onde está a maior concentração de pessoas e onde beneficie o desenvolvimento estratégico da cidade. Por isso, o Governo do Estado decidiu pelo traçado que beneficia o maior número de pessoas e áreas com grande concentração residencial e comercial. Comparado com o traçado anterior, o traçado ora em construção atenderá diariamente a quase o dobro de pessoas. Além disto, o passageiro não precisará fazer a troca de trens para se deslocar entre a Barra e o Centro da cidade e pagará uma única tarifa em todo o sistema, diferente do que estava previsto para o traçado anterior.

Foram estudadas outras opções de traçado?

Resposta: A definição por esse traçado foi feita a partir de estudos técnicos e análise de estudos de demanda, densidade populacional e comercial. Até se chegar ao traçado atual, foram estudadas outras 36 possibilidades de conexão das Linhas 1 e 4.

Por que não levar a Linha 4 do Metrô até a Estação Alvorada?

Resposta: O Governo do Estado optou pelo trajeto que melhor atende à população e cujo orçamento não excedesse os limites financeiros do Estado. A Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, se conectará à TransOeste. A integração se dará por meio de um acesso para os usuários do corredor expresso de BRT (Bus Rapid Transit) a partir de 2016, quando a nova linha metroviária entrará em operação.

Além disso, a Estação Jardim Oceânico foi planejada e já está sendo construída com 350 metros de túnel à frente, em direção ao Terminal Alvorada, área que funcionará como zona de manobra e também permitirá futuras expansões, sem impactos na operação existente.

 

TRENS

Quantos trens foram comprados para a Linha 4 do Metrô?

Foram encomendados 15 trens para a Linha 4 do Metrô. O fabricante é Changchun Railway Vehicles Co., fornecedor chinês que produziu os 19 trens adquiridos para a operação das Linhas 1 e 2. Todos os novos trens já foram comissionados e circulam com passageiros nas demais linhas.

 

OBRAS

Quando as obras foram iniciadas e quando a Linha 4 será inaugurada?

Esperadas desde 1998, quando o projeto foi licitado, as obras foram iniciadas em março de 2010 pela Barra da Tijuca. A nova linha entrará em operação em agosto de 2016.

 

Quem é responsável pela execução das obras?

A Concessionária Rio Barra é responsável pela implantação de toda a Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, e é constituída por dois consórcios construtores: o Linha 4 Sul, responsável pela obra entre Ipanema e Gávea, e o Rio Barra, que constrói o trecho entre a Gávea, incluindo a estação, e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

 

Como são construídos os túneis do metrô?

Há dois métodos construtivos de túneis utilizados na Linha 4 do Metrô: o Tunnel Boring Machine (TBM) e o New Austrian Tunnelling Method (NATM) – Drill and Blast.

O Tunnel Boring Machine (TBM), um dos equipamentos mais importantes na obra da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, é também conhecido como ‘Tatuzão’. Com 2,7 mil toneladas e mais de 120 metros de comprimento por 11,5m de diâmetro (o equivalente a um prédio de quatro andares), o ‘Tatuzão’ constrói os túneis subterrâneos do metrô entre as estações General Osório (Ipanema) e a Gávea, minimizando o impacto das obras para população. Ao mesmo tempo em que escava, o equipamento instala as aduelas, anéis de concreto que revestem o túnel. Este método construtivo é o mais adequado às características do solo da Zona Sul do Rio, que mistura rocha, areia e água.

Já o utilizado entre as estações Gávea e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, é o New Austrian Tunnelling Method (NATM) – Drill and Blast, que consiste em detonações controladas em rocha. Este é um método seguro, que não oferece risco às edificações do entorno. Todas as medidas de controle de vibração e ruído são monitoradas e estão dentro dos limites das normas nacionais e internacionais.

 

Quais os métodos de escavação das seis estações?

Para a construção das estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental e Jardim Oceânico, na Barra, é utilizado o método cut  and cover, em que a superfície é escavada para a construção das paredes e da laje de concreto. Ao fim desta etapa, a superfície é recomposta e as escavações continuam por baixo da laje, com menor impacto na superfície. Já a Estação Gávea é construída por meio de poços executados com tela metálica, concreto projetado e jet Grouting (injeções de calda de cimento no solo). E a de São Conrado foi escavada em rocha utilizando as detonações controladas.