Privilegiando conceitos sustentáveis, metrô terá estações ‘verdes’ na Barra e em São Conrado

Futuras instalações preveem claraboias para captar luz natural e telhado gramado integrado à paisagem

O projeto da estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca: elevação em forma de onda e telhado “verde” - Divulgação

O projeto da estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca: elevação em forma de onda e telhado “verde” – Divulgação

RIO — Enquanto as obras da Linha 4 do metrô avançam para ser entregues antes dos Jogos Olímpicos, os projetos de construção das estações de São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, também já foram definidos, na semana passada, pelo consórcio construtor Rio Barra (CCRB), privilegiando, segundo a empresa, conceitos sustentáveis. Em São Conrado, por exemplo, os acessos de passageiros, na Estrada da Gávea, em frente a um supermercado e próximo à favela da Rocinha, vão ganhar claraboias, de 16 metros de diâmetro cada, sobre as áreas das bilheterias e catracas. Pelo teto envidraçado, a luz solar poderá iluminar o espaço a 16 metros de altura.

A futura estação no Jardim Oceânico também terá o conceito “verde”, com a área externa integrada ao novo desenho paisagístico da região. De acordo com o projeto, haverá um canteiro central na Avenida Armando Lombardi, que cobrirá toda a extensão da estação do Jardim Oceânico. No trecho em frente a uma clínica, haverá uma elevação, no formato de onda, com cinco metros de altura, 68 de comprimento e 12 de largura, com janelas de vidro e fendas nas laterais, que permitirão a passagem do ar para dentro da estação. O teto verde terá grama e plantas.

— A ideia inicial para a estação do Jardim Oceânico, que ficará no meio da Avenida Armando Lombardi, era se construir uma pirâmide, como no Museu do Louvre, em Paris. Mas acabamos optando por uma estrutura mais simples. O importante é que, assim como a pirâmide do museu francês, toda a estrutura lateral será em vidro, privilegiando a luz natural. No nosso caso, a estação também terá abertura de ar. Em São Conrado, foi possível instalar claraboias para aproveitar a luz do dia — explica o arquiteto Heitor Lopes de Sousa Jr., diretor de Engenharia da RioTrilhos, autor da ideia.

MENOS LÂMPADAS ACESAS

Para o arquiteto, a construção permitirá economia de energia elétrica, já que menos luzes vão ficar acesas durante o dia. Além disso, a ventilação no interior das estações não precisará ser tão potente.

— Ainda não há cálculo que mostre a redução, mas a economia será significativa. Em dias de muito sol, não será necessário ter sequer luzes acesas, tanto em São Conrado, como na Barra. No Jardim Oceânico, onde haverá entradas de ar, os ventiladores poderão ser menores que nas outras estações. A sensação de confinamento será bastante amenizada. O teto elevado permite que a luz natural penetre no interior e estabeleça uma integração com o ambiente externo — acrescenta ele.

Segundo o consórcio, desde o início das obras, cerca de 196 milhões de litros de água foram tratados e reaproveitados (o que daria para abastecer mais de 18 mil casas por um mês). Além da água, todo o resíduo de óleo usado das obras tem destinação ambientalmente adequada. Entre maio de 2010 e julho de 2014, a Linha 4 destinou à reutilização mais de 45,3 mil litros de óleos lubrificante e vegetal.

O especialista em soluções sustentáveis, Chicko Souza, diz que cada vez mais as novas construções privilegiam conceitos de sustentabilidade porque, a longo prazo, o retorno financeiro é maior:

— A percepção de adaptar projetos para atender padrões de sustentabilidade está prevalecendo. A obra é mais cara do que uma tradicional, mas há retorno, pois é possível reutilizar materiais durante a construção, e o custo de manutenção fica menor.

IMÓVEIS EM ALTA PERTO DAS GARES

Os moradores de Ipanema e Leblon ainda estão suportando transtornos com as obras, mas já é possível perceber os benefícios que o metrô trará à região, por meio da valorização dos imóveis situados perto de onde ficarão as estações. Pesquisa inédita do Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro (Secovi) mostra que ruas próximas às estações tiveram valorização do metro quadrado bem superior à média dos próprios bairros e do mercado em geral.

Enquanto o metro quadrado no Leblon e em Ipanema subiu em média 6%, perto das futuras estações a valorização foi forte: na comparação entre agosto passado e o mesmo mês em 2014, os imóveis nas ruas próximas à Praça Antero de Quental valorizaram 16,6% (de R$ 19.517 para R$ 22.747, o metro quadrado). No Jardim de Alah, o metro quadrado saltou de R$ 18.393 para R$ 20.822 (13,2%). Na Praça Nossa Senhora da Paz, a valorização foi de 12% ( de R$ 24.430 para R$ 27.371).

Fonte: O Globo

 

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O Globo: consórcio da Linha 4 reformará ciclovia de Botafogo

RIO – O Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) entre Ipanema e Gávea, terminará até o fim de setembro as obras de revitalização de uma das principais ciclovias de Botafogo. Quem costuma pedalar pela ciclovia, que passa pelo Cemitério São João Batista, na Rua General Polidoro até a Rua Voluntários da Pátria, vai perceber o asfalto novo, a pintura recuperada e reforço na sinalização, inclusive com placas novas. A ciclovia passa pela Rua Professor Álvaro Rodrigues e segue até bem próximo da Praia de Botafogo.

A iniciativa da Linha 4 do Metrô é uma tentativa de estimular o uso da bicicleta como meio de transporte para curtas distâncias. Na Praça Nossa Senhora da Paz — que esteve totalmente fechada para a construção da futura estação que funcionará no local, mas teve 46% de seu espaço reaberto ao público no final de julho, quando a área de tapumes foi reduzida —, o consórcio colocou 2 novos bicicletários com 12 vagas.

Ao todo, são 63 bicicletários instalados entre Ipanema e Leblon, em parceria com a prefeitura do Rio, desde o início das obras na Zona Sul. Só na Avenida Ataulfo de Paiva, são 29. Há também pontos de estacionamento para as magrelas na orla e em locais de grande movimento, próximo a cinemas, shoppings, edifícios comerciais, restaurantes e galerias. Os equipamentos foram desenhados no formato de “R”, de Rio.

Fonte: O Globo

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Linha 4 do Metrô revitaliza a ciclovia de Botafogo

Quem costuma pedalar entre as ruas General Polidoro e Voluntários da Pátria, em Botafogo, vai se deparar com uma nova ciclovia até o fim do mês. O Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô entre Ipanema e Gávea, está revitalizando a faixa. Além do novo asfalto, a pintura foi recuperada e houve reforço na sinalização. A obra, um pedido da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, será finalizada ainda em setembro.

Confira no mapa o trecho da ciclovia que está sendo reformada entre as ruas General Polidoro e Voluntários da Pátria:

 

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Grafitagem colore tapumes de obras no Leblon

Quem passou pela Praça Antero de Quental na manhã do último sábado (13/09) pôde ver de perto a intervenção artística ‘Mãos à obra’, que levou o colorido da grafitagem para 120 m² de tapumes de obras da Linha 4 do Metrô.

A idealizadora do projeto Cris de Lamare e os artistas plásticos Marcelo Mesquita e Thiago Tarm falam sobre a iniciativa. Confira no vídeo:

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Estações da Linha 4, São Conrado e Nossa Senhora da Paz foram 100% escavadas

Já foram colocados 9, 3 quilômetros de trilhos

Rio – As obras da Linha 4 do metrô avançam em ritmo acelerado e os túneis e as estações começam a ganhar a forma que os passageiros verão no trajeto entre a Barra da Tijuca e Ipanema, que será feito em 15 minutos a partir de 2016. A Nossa Senhora da Paz é a estação mais adiantada e está com a base praticamente pronta, faltando só o acabamento. Além dela, a São Conrado já foi totalmente escavada também. A equipe do DIA percorreu nesta sexta-feira, de carro e a pé, partes do trajeto de 16 km e visitou as instalações da estação da Praça Nossa Senhora da Paz. Já é possível ver onde funcionarão as bilheterias. A escada usada por visitantes para descer ao túnel que fica na mesma posição em que será instalado o acesso definitivo dos passageiros.  “A obra vai retirar 2 mil veículos por hora das ruas em momentos de pico. A partir de 2016, a circulação dos cariocas entre a Barra e a Zona Sul vai melhorar muito”, afirmou o secretário de Estado da Casa Civil, Leonardo Espíndola.

Foto: André Mourão / Agência O Dia

Foto: André Mourão / Agência O Dia

Já foram construídos 9,3 mil metros de túneis e instalados 3,1 quilômetros de trilhos. As equipes estão trabalhando 24 horas por dia, divididas em três turnos. “É incrível ver tudo o que já foi feito. Por exemplo, o trecho do bitunel entre a Barra e São Conrado é o maior entre as estações metroviárias do mundo escavado em rocha”, detalhou o subsecretário de Projetos Especiais da Casa Civil, Rodrigo Vieira. “São cinco quilômetros de extensão”. Os trilhos no bitunel também já começaram a ser instalados. O Tatuzão, equipamento gigante que perfura os túneis em Ipanema está parado desde maio, devido ao afundamento do solo na Rua Barão da Torre, que assustou moradores. Os reforços do solo estão em andamento e a previsão é de que a máquina reinicie o trabalho em breve e chegue à Nossa Senhora da Paz no fim do ano. A expectativa para início das operações da Linha 4 está mantida para o primeiro semestre de 2016.

Estação debaixo d’água

Na Barra, a estação Jardim Oceânico está sendo construída literalmente sob a água. De acordo com o Consórcio Construtor Rio Barra, foi necessário rebaixar o lençol freático, que fica a apenas dois metros de profundidade naquela região. Para isso, 475 bombas hidráulicas funcionam dia e noite, permitindo o trabalho no canteiro. Para garantir a impermeabilização da estação e dos acessos de passageiros, toda a estrutura de concreto foi revestida por uma manta especial, técnica que também foi usada nas fundações do Ground Zero, edifício construído no local do World Trade Center, em Nova York. “Esse material é internacionalmente reconhecido pela sua durabilidade e resistência à umidade e aos altos níveis de salinidade”, esclareceu Rodrigo Vieira. Após a conclusão da obra, os equipamentos serão desligados e o lençol freático subirá normalmente sem causar impacto à estação. Trabalham atualmente na construção 8,6 mil trabalhadores e o custo total das obras da Linha 4 chega ao montante de R$ 8,79 bilhões.

Fonte: O Dia

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Artistas plásticos homenageiam o Rio e colorem os tapumes Linha 4 do Metrô, no Leblon

As ruas no entorno do canteiro de obras da Linha 4, na Praça Antero de Quental, ficaram mais coloridas. Neste sábado, 13.09, pela manhã, artistas plásticos se reuniram para pintar os tapumes ali instalados. Trata-se do projeto “Mãos à Obra”, que reuniu nomes conhecidos do grafite na cidade, com a curadoria da galeria de design Artereverte, apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e patrocínio do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pela construção, entre Ipanema e Gávea, da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca—Ipanema).

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Entre os responsáveis pelas intervenções estavam Marinho, Beto Tattoo, Marcelo Lamarca, Thiago Molon (Tarm), Kajaman e Marcelo Mesquita, que também é colaborador da comunicação do Consórcio Linha 4 Sul.  O clima era de festa. Enquanto os artistas coloriam os tapumes, um DJ se encarregava da seleção musical e um pipoqueiro fazia a alegria das crianças.

Marinho, de 34 anos, há 15 pinta pelas ruas do Rio. Desta vez, escolheu retratar as montanhas, que considera símbolos da beleza natural da cidade. Há obras dele em vários pontos da Zona Sul, como nos muros da Hípica e do Jóquei. Marinho também assina o mosaico de pedra portuguesa da passagem subterrânea do Shopping Rio Sul.  “Isto tudo é muito positivo para o Rio. Hoje, os tapumes são suporte para a arte, uma ponte de cultura”, diz ele.  Para o mesmo espaço, Beto Tattoo, trouxe o azul e as ondas do mar. “Trabalhamos juntos há tempos. Iniciamos o grafite no Rio, em 1994. É uma alegria ver o movimento crescendo”, explica Beto.

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Marcelo Mesquita, que trabalha há um ano na Linha 4, optou por fazer uma homenagem ao Rio e a Rubem Fonseca, com um pôr do sol. “Estão aqui a nossa biblioteca e os dois Ipês do seu Rubem”.

Thiago Molon, o Tarm, de 24 anos, morador do Vidigal, espalha suas cores nos muros da comunidade desde os 13 anos. Estudante de Desenho Industrial na PUC-Rio, Tarm optou por um desenho figurativo e cheio de detalhes. “É um prazer fazer arte. O grafite é muito carioca”.

Marcelo Lamarca, que já expôs suas obras em Londres, Berlim, Nova York e acaba de voltar da Suíça, faz coro aos colegas: “Esta iniciativa é sensacional”

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A arquiteta Cris de Lamare, empresária da Artereverte, a primeira galeria especializada em design do Rio, que fica no Leblon, foi a idealizadora do projeto. “Quisemos trazer a arte para as ruas. É uma forma de a gente se comunicar com a população. Estamos muito contentes com o resultado”.

 

Praça Nossa Senhora da Paz

Esta é a segunda intervenção artística apoiada pelo Governo do Estado e patrocinada pelo Consórcio Linha 4 Sul no entorno dos canteiros de obras da Linha 4 do Metrô. A primeira aconteceu em abril de 2014, na Praça Nossa Senhora da Paz. Em comemoração aos 120 anos do bairro de Ipanema e ao dia do Grafite, artistas como Pedro Porto, Tom Arroba e SWK grafitaram os tapumes, sob a curadoria da Stickeria. Clique aqui: (evento ‘Tudo Tem Mais Graça Com Arte’) e saiba como foi.

 

Mais de 300 mil pessoas usarão a Linha 4 do Metrô todos os dias

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca—Ipanema) é uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro e vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 15 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. Os usuários poderão ainda deslocar-se da Barra da Tijuca até a Pavuna, pagando apenas uma tarifa.​

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Saiu na imprensa: ‘Mãos à obra’ leva grafite a tapumes do metrô no Leblon

O evento “Mãos à Obra” vai reunir neste sábado, 13, artistas plásticos nos canteiros do metrô. A intervenção tem como tema o Rio de Janeiro e vai colorir os tapumes das obras da estação do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na rua Antero de Quental.

Os grafiteiros TOZ, Wark Rocinha, Mario Bogea, Marcelo Lamarca, Smael Vagner, Beto Tatoo, DML e Sereno vão levar a sua arte e embelezar ainda mais o bairro nobre carioca.

O movimento “Mãos à Obra” ocorre simultaneamente à ArtRio, a Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, às 10h.

Fonte: SRZD

Mãos à obra

Os tapumes do canteiro de obras da Linha 4 do metrô na Praça Antero de Quental, no Leblon, vão ser pintados por artistas como o grafiteiro Toz.

Fonte: Ancelmo Gois

Foto: Gustavo Barreto

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Intervenção artística nos tapumes da Linha 4 do Leblon neste sábado

Grafiteiros como TOZ e Marcelo Lamarca participam do ‘Mãos à Obra’ ao lado do artista e colaborador da Linha 4 Marcelo Mesquita. Evento é simultâneo à feira internacional ArtRio

Os tapumes do canteiro de obras da Linha 4 do Metrô na Praça Antero de Quental, no Leblon, ficarão mais coloridos a partir deste sábado (13/09/14), com a intervenção artística ‘Mãos à Obra’, que tem como tema o Rio de Janeiro. A partir das 10h, artistas plásticos como TOZ, Wark Rocinha, Mario Bogea, Marcelo Lamarca, Smael Vagner, Beto Tatoo, DML e Sereno – e também Marcelo Mesquita, colaborador da Linha 4 – vão grafitar e pintar 120m² de tapumes, trazendo mais arte para o coração do Leblon. A ação tem a curadoria da galeria de design Artereverte, apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e patrocínio do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pela construção entre Ipanema e Gávea da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca—Ipanema).

Autor da pintura que decora a Biblioteca Rubem Fonseca, no canteiro de obras da Antero de Quental, Marcelo terá a oportunidade de mais uma vez expor sua arte em seu local de trabalho. Mas agora, ela também ganha as ruas. “Será emocionante levar minhas pinturas em tinta acrílica para o entorno da obra e para os colaboradores da Linha 4 também”, diz o auxiliar de comunicação. Marcelo pinta há 10 anos e já expôs na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.

O movimento ‘Mãos à Obra’ acontece simultaneamente à ArtRio, a Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro. “A proposta é levar a visão criativa de artistas de rua para os tapumes da Linha 4 do Metrô. Lá, as obras ficarão expostas em espaço de grande visibilidade e chegam aos mais variados públicos”, explica Cris de Lamare, empresária da Artereverte, a primeira galeria especializada em design do Rio, que fica no Leblon e recebe trabalhos de artistas consagrados e novos talentos.

Nesta iniciativa, a Artereverte reúne alguns nomes dos mais conhecidos na arte urbana, como TOZ, designer e grafiteiro que estreou em 1998 e fez, em janeiro deste ano, o maior mural do Rio, na Zona Portuária, usando 1.500 latas de tinta: são 2.100m² de desenhos que misturam animação e os mangás japoneses, como Nina, a mocinha melancólica que às vezes aparece com cauda de sereia, e o monstro-ameba Shimu. Além do baiano que chegou à cidade adolescente, Smael Vagner, conhecido pelo intenso cromatismo e conceito e estilo próprios, com intenção inovadora e transgressora, também estará presente. Ele desenvolveu ainda estampas para roupas de grife, e seus trabalhos já foram apresentados na França, Holanda e Bélgica.

Os tapumes da obra vão ganhar também os desenhos de Wark Rocinha, que utiliza técnicas de aerografia e grafite e costuma integrar em suas imagens as formas de mulheres, além de retratar figuras públicas e formadores de opinião no que ele define como “imortalizar expressões”. Nascido e criado na Rocinha, já deu oficinas de grafite na comunidade, onde mantém um instituto para propagar sua arte e fazer dela uma ferramenta de conscientização social. Hoje é estudante da Escola de Belas Artes do Parque Lage. Outro artista que vai marcar presença é Marcelo Lamarca, que se tornou ainda mais conhecido ao associar seu trabalho a Carolina Herrera, ao grafitar um ônibus de divulgação que lançava o nome-produto da marca e circulou pelas ruas do Rio e de São Paulo. Também grafitou muros de Nova York, onde morou, e já expôs seus trabalhos em galerias fora do país. Atualmente é curador do projeto “Grafite o seu esporte”, que acontece em favelas do Rio. Convidado pela Artereverte, o artista Mario Bogea, o Marinho, também confirmou presença. É dele, por exemplo, um mosaico em pedras portuguesas que fez com mestres calceteiros de Portugal em parceria com a Prefeitura, na passagem subterrânea do Shopping Rio Sul.

Praça Nossa Senhora da Paz
Esta é a segunda intervenção artística apoiada pelo Governo do Estado e patrocinada pelo Consórcio Linha 4 Sul no entorno dos canteiros de obras da Linha 4 do Metrô. A primeira aconteceu em abril de 2014, na Praça Nossa Senhora da Paz. Em comemoração aos 120 anos do bairro de Ipanema e ao dia do Grafite, artistas como Pedro Porto, Tom Arroba e SWK grafitaram os tapumes, sob a curadoria da Stickeria.

 

Mais de 300 mil pessoas usarão a Linha 4 do Metrô todos os dias
A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca—Ipanema) é uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro e vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 15 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. Os usuários poderão ainda deslocar-se da Barra da Tijuca até a Pavuna, pagando apenas uma tarifa.​

SERVIÇO:
‘Mãos à Obra’ – Intervenção artística nos tapumes da Linha 4 do Metrô
Local: Praça Antero de Quental, Leblon
Data: Sábado, 13 de setembro de 2014
Hora: 10h

 

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Jornal Hoje: operários encontram objetos históricos nas obras do metrô

As obras estão remexendo com o passado.
Objetos encontrados ajudam a recontar a história do Brasil.

As obras do metrô do Rio de Janeiro estão remexendo com o passado. Os operários encontraram um tesouro debaixo da terra: peças e pedaços de objetos que ajudam a recontar a história do Brasil.

Os túneis do metrô vão ligar Ipanema ao Leblon por baixo da terra. Antes das máquinas rasgarem o solo, uma equipe de arqueólogos precisa analisar o terreno com pequenas perfurações. A intenção é preservar objetos e fragmentos de civilizações antigas.

De janeiro do ano passado até agora, eles já resgataram cerca de 1,8 mil peças arqueológicas. Entre elas, estão cerâmicas e pedras que podem ter pertencido a duas tribos indígenas que os arqueólogos acreditam ter habitado a região a partir do século VIII, quando Ipanema e Leblon eram uma restinga, uma faixa de areia à beira mar.

Também foram encontradas peças arquitetônicas do século XIX, que decoravam casas, sacadas e pisos. Há trilhos que pertenciam ao bonde que, no início do século XX, ainda era puxado por burros. Até penicos foram encontrados, todos de metal esmaltado, que deveriam pertencer às famílias que moravam na região quando a área começou a ser loteada.

As peças encontradas foram recolhidas e vão para a Fundação Oswaldo Cruz. Inclusive uma ampola, encontrada com um líquido dentro. Os pesquisadores querem identificar possíveis bactérias e vermes da época e, quem sabe até, descobrir variações de vírus que ainda possam estar circulando.

Há um ano as escavações na fábrica onde são produzidos os túneis de concreto do metrô também revelaram um tesouro debaixo de uma antiga estação de trem, no centro da cidade.

A maior parte dos objetos pertenceu à família real portuguesa, entre os séculos XVI XIX. Na área era depositado o lixo do palácio imperial.

“A arqueologia está preocupada em descobrir o nosso passado. Pela primeira vez, estamos tendo a oportunidade de reviver toda essa terra, toda essa areia de Ipanema, Leblon e ter a chance de descobrir vestígios de 100, 200, 500 mil anos atrás. É uma oportunidade única para a arqueologia”, comemora o arqueólogo Claúdio Prado de Mello.

Fonte: Jornal Hoje

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Linha 4 do Metrô: Peças arqueológicas contam o passado das chácaras de Ipanema e do Leblon

Artefatos de uso cotidiano foram recuperados durante as obras, sob fiscalização do IPHAN e do IPRH
Fragmentos de alvenaria, enfeites de telhado, balaustrados, peças de porcelana, pratos, tigelas, talheres, moedas, vidro e até penicos, além de trechos do antigo sistema de trilhos de bonde, estão entre as cerca de 150 peças encontradas pela equipe de arqueologia contratada pelo Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas escavações em Ipanema e Leblon da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca-Ipanema) – uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro. São artefatos que ajudam a contar a história e o cotidiano das chácaras que ocupavam esta área da Zona Sul do Rio de Janeiro, no século XIX e início do século XX, antes do loteamento sistemático.
“Conduzimos um trabalho cuidadoso de prospecção e de monitoramento nas áreas impactadas pelas obras da Linha 4 nos bairros de Ipanema e Leblon, que é coordenado pelo Governo do Estado do Rio e pelo Consórcio Linha 4 Sul e tem a fiscalização federal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e municipal do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). Estamos trazendo à luz peças arqueológicas de interesse, com vestígios da ocupação histórica da região”, explica Cláudio Prado de Mello, arqueólogo responsável pelo trabalho de pesquisa no local.
Segundo o arqueólogo, dentre os achados mais importantes são quatro penicos de ágata, feitos de metal com uma camada de esmalte. Eles foram recuperados em localizações diferentes, da Rua Barão da Torre, em Ipanema, à Rua Igarapava, no Leblon, e serão encaminhados para a Fiocruz, para que passem por análise de paleoparasitologia.
“Os penicos não serão lavados, para que o material orgânico que estiver ali – caso exista – seja preservado e possa passar por análises. Torcemos para que seja possível identificar agentes patogênicos, como bactérias, parasitas e microorganismos. E, assim, termos mais informações sobre as doenças que afetaram as pessoas que moravam nesta região no fim do século XIX e início do XX”, diz Cláudio.
Outro artefato que empolga a equipe de arqueologia é uma peça de louça branca cromada, de cerca de 70cm, que está inteira. “Acredito que tenha sido usada como suporte de luminária ou enfeite de jardim”, completa Cláudio.
O material recolhido está atualmente acondicionado para futuros estudos, registro histórico e trabalhos de educação patrimonial, de acordo com a orientação do IRPH.
O Consórcio Linha 4 Sul também informou ao IRPH sobre a localização de fragmentos de um sistema de trilhos de bonde, durante as obras na Avenida Visconde de Pirajá, próximo à esquina da Rua Henrique Dumont, em Ipanema. Como não há escavações no local, apenas perfurações pequenas, não haverá necessidade de coletar o material encontrado. Sobre os fragmentos encontrados em locais que interferem diretamente na execução da obra, eles
foram coletados para estudos e registro histórico.

História de Ipanema e Leblon
Em 1857, Carlos Leblon vendeu suas terras da “Fazenda Copacabana” ao tabelião e empresário Francisco José Fialho, que adquiriu a parte que ia da atual Rua Barão de Ipanema, em Copacabana, até o pico Dois Irmãos. Vinte e um anos depois, Fialho vendeu suas terras, dividindo-as em dois grandes lotes. No início do século XX, o Leblon começou a ser loteado. Era constituído de cerca de 100 chácaras, desmembradas da Fazenda Nacional da Lagoa. Suas únicas ruas eram a rua do Sapé ou do Pau (atual Dias Ferreira), a Travessa do Pau, o Largo da Memória e o Caminho da Barra (ligando a Praia do Pinto à barra da Lagoa). Nas décadas de 1910 e 1920, surgiu a Companhia Industrial da Gávea, responsável pelo loteamento inicial do Leblon e pela abertura da Praça Dr. Frontin (atual Antero de Quental), das avenidas Ataulfo de Paiva e Del Vecchio (atual San Martin) e das ruas Rita Ludolf, General Urquiza, Aristides Espíndola, Acarai (José Linhares), a Avenida Afrânio de Melo Franco, a Rua José Ludolf (Humberto de Campos), entre outras. Com a chegada do bonde, em 1914, o bairro se ligava ao resto do Rio de Janeiro.
Em 1918, acontece a primeira ligação do Leblon com Ipanema, pela praia. Posteriormente, foi feita uma ponte sobre a barra da Lagoa ligando as Avenidas Vieira Souto, em Ipanema e a Delfim Moreira, no Leblon.

Vista de Ipanema em 1919, por Augusto Malta. Tomada da Ponta do Arpoador

 

Em 1919, foi aberta na orla a Avenida Delfim Moreira e urbanizada a Praia do Leblon. No seu prolongamento, aproveitando caminho que seria destinado a uma ferrovia abandonada, surgia então a Avenida Niemeyer. No mesmo ano, a Companhia Constructora Ipanema começou a vender terrenos “a dinheiro ou a prestações em Ipanema e Leblon”. A planta do loteamento, aprovada pela Prefeitura do Distrito Federal, mostra as ruas do bairro com seus nomes e localização.

Vista da planta do loteamento do Leblon e de Ipanema, em 1919Em 1937, o prefeito Henrique Dodsworth implantou na área do canal, em 1937, 70 mil metros quadrados de jardins, ficando o lugar conhecido popularmente como Jardim de Alah.

Sítio arqueológico da Leopoldina
Toda a obra da Linha 4 do Metrô é acompanhada por serviço especializado de arqueologia e os achados em Ipanema e Leblon se somam às mais de 200 mil peças, inteiras ou fragmentadas, encontradas no sítio arqueológico da Leopoldina, Centro do Rio. Neste local, onde hoje estão armazenadas as aduelas que formam os túneis da Linha 4 entre Ipanema e Gávea, funcionava o Matadouro Imperial e uma área de descarte, próxima ao Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista.
Ali foram recuperados artefatos que remontam ao Rio de Janeiro dos séculos XVII, XVIII e XIX. Um dos objetos mais impressionantes encontrados por Cláudio e sua equipe foi uma escova de dente em marfim e osso com a inscrição em francês: “S M L’EMPEREUR DU BRESIL“ (Sua majestade, o imperador do Brasil). Acredita-se que a escova tenha pertencido a Dom Pedro II ou outro membro da família real portuguesa, que vivia ali perto, em São Cristóvão. Também foram achadas duas peças de ouro, como um anel e alfinete de gravata tipo fíbula, além de porcelanas, pratos, cachimbos e garrafas de vidro e Stoneware (cerâmica alemã) – algumas inclusive com líquido dentro, como perfumes e produtos químicos.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro atualmente conversa com o IPHAN para que as peças mais relevantes encontradas durante as obras da Linha 4 sejam, no futuro, exibidas em estações da Linha 4. O projeto é semelhante ao do metrô de Atenas, na Grécia, que exibe objetos históricos nas estações.

Mais de 300 mil pessoas usarão a Linha 4 do Metrô todos os dias
A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca — Ipanema) é uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro e vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 15 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos.

 

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